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Compreender uma língua sem nunca a ter estudado: é isso possível?

Os relatos de contactos interlinguísticos fazem parte inerente da identidade portuguesa e despontam em relatos de várias épocas, incluindo a contemporânea:

texto descritivo da imagem

«A aldeia inteira insistiu em carregar os nossos sacos e material até às instalações que nos tinham reservado. Por pouco não nos levaram ao colo, também. Enquanto caminhávamos, fomos todo o tempo à conversa com os anfitriões: eles falavam no dialecto deles e nós respondíamos em português de Campo de Ourique. Foi sempre, ao longo de sete dias, uma conversa civilizada, pacata e interessantíssima. Ainda hoje choro a rir quando me lembro de uma manhã ter ido encontrar o Sr. Pires, rodeado por uma dezena de miúdos kayapós, a explicar-lhes, com grande profusão de gestos, como é que tinha ajudado a montar as turbinas da barragem de Cabora Bassa, em Moçambique» (Miguel Sousa Tavares, Sul. Viagens, Relógio d'Água).

Mas que estratégias e apetências são postas em cena no propósito de compreender uma língua que nunca se ouviu ou estudou antes?

A professora Sanda Rîpeanu, da Universidade de Bucareste, especialista em Linguística Românica, discutirá a questão da intercompreensão entre línguas românicas, guiando os interessados pelo caminho da compreensão de uma língua românica sem prévio ensino formal. Trata-se de uma conferência a ter lugar no dia 29 de Março, pelas 11 horas, na Sala do Legado Leite de Vasconcelos, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.


O programa Cuidado com a Língua! de segunda-feira, 28 de Março (às 21 horas na RTP1 e com repetição nos demais quatro canais da televisão pública portuguesa*) é emitido especialmente em memória de Artur Agostinho (1920-2011), que tem aí a sua última participação televisiva no papel de um alfarrabista. Os livros são, pois, o tema principal desta emissão, nela se falando da origem da palavra alfarrábio e da sua correspondência no Brasil. E o que é um biblioclasta? E um bibliognosta? E porquê o erro recorrente na pronúncia do nome  Nobel? Quanto ao que (não) muda com o Acordo Ortográfico: os casos da queda do acento circunflexo em certas formas verbais e do acento gráfico sobre o ditongo oi nas palavras graves (e só das palavras graves).

*Cada episódio emitido semanalmente fica posteriormente disponível também em sistema "podcast", aqui.


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Ciberdúvidas da Língua Portuguesa :: 25/03/2011

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