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A botânica e a zoologia em português

Muitos nomes de animais e de plantas são palavras compostas, ricas e sugestivas, frequentemente ligadas por preposição ou outro elemento. À composição está intimamente ligada a ideia de representar a singularidade de cada ser na imensidade das espécies botânicas e zoológicas: campainhas-amarelas, fava-de-água, borboleta-azul-das-turfeiras, pica-pau, pica-pau-amarelo, pica-pau-de-penacho, pica-pau-de-bico-comprido, pica-pau-de-barriga-vermelha, formiga-branca, amor-perfeito… Terá a sua grafia mudado com o Acordo Ortográfico? Ou mantém-se fiel à norma de 1945? Quando se faz a hifenização? Como se distinguem os casos de aglutinação e de separação dos elementos de qualquer composto, locução ou encadeamento vocabular? E em que situação fica a grafia das palavras derivadas? Tantas questões relativas à nova grafia, o tema privilegiado da atualização do consultório, que se dedica, também, a questões da sintaxe.


Por ventura, ou porventura? A linha ténue que as distingue é focada num texto publicado em Pelourinho, fruto do olhar atento de Paulo J. S. Barata ao uso inadequado do léxico na comunicação social. Outro texto que fica no Pelourinho, com a assinatura do jornalista Wilton Fonseca, questiona o uso generalizado nos media portugueses do galicismo plafond e demais derivados.


As questões sobre as línguas de ensino nos países africanos têm sido objeto de reflexão de linguistas e políticos, tendo sido prática a adoção da língua não materna (ex-colonial) como língua oficial, o que nem sempre corresponde à melhor opção pedagógica. Por isso, a proposta do plurilinguismo no ensino em África, convivendo a(s) língua(s) materna(s) e a oficial, é defendida pelo investigador angolano Filipe Zau num texto publicado no Jornal de Angola de 26 de abril.


Algumas questões  à volta do bom ou do do mau uso da língua portuguesa são o tema do programa Língua de Todos de sexta-feira, 27 de abril ( às 13h15*, na RDP África; com repetição no dia seguinte, às 9h15). Um exemplo: qualquer falante comum pode fazer como o escritor moçambicano Mia Couto, que inventa palavras (como "icebergar", "cinzentação", "estremexente"...), ou essas liberdades linguísticas são só para alguns?

(Por razões de programação da Antena 2, não há Páginas de Português neste domingo, dia 29/04.)

* Hora oficial de Portugal.



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Ciberdúvidas da Língua Portuguesa :: 27/04/2012

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