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A poesia que a língua portuguesa dá ao mundo

Celebra-se em 21 de março o Dia Mundial da Poesia, comemoração criada em 1999 pela UNESCO com o objetivo de promover o gosto por esta forma de expressão literária. Em Portugal, a data é assinalada com vários acontecimentos, entre eles se salientando as atividades organizadas pelo Centro Cultural de Belém e pela Casa Fernando Pessoa, em Lisboa.

A celebração fica ainda marcada em Portugal por uma notícia curiosa: a criação de um poeta artificial, o PoeTryMe, por Hugo Gonçalo Oliveira, investigador na Universidade de Coimbra (UC). Como explica a página que a UC dedica ao PoeTryMe, trata-se de «um sistema informático inteligente que se apoia em redes de palavras, relacionadas de acordo com os seus sentidos, e em padrões de versos, obtidos a partir da análise de poesia escrita por humanos, gerando a partir daí poemas em língua portuguesa sobre as mais diversas temáticas».

Entretanto, resta-nos desejar ao PoeTryMe os maiores êxitos, já que os poetas da língua portuguesa têm sabido marcar o seu lugar no mundo, desde o tempo dos trovadores até à contemporaneidade. E saudemos aqui também a poesia com "Liberdade", de Fernando Pessoa, na voz do ator português João Villaret (1913-1961):

 


No Pelourinho, Paulo J. S. Barata assinala um pleonasmo recorrente («enfrentar "de frente"»). Wilton Fonseca propõe em O Nosso Idioma que, no atual contexto político português, o verbo prescrever perde significados, enquanto uma crónica de Edno Pimentel recorda o presente do conjuntivo dos verbos ser e estar (seja e esteja, e nunca "seje", nem "esteje").  No consultório, descreve-se o uso do substantivo pirueta e do verbo estar em expressões sobre tempo atmosférico,  analisa-se a palavra pancada, comenta-se a ortografia do composto meia-arrastão e define-se o termo gramatical forma finita.


 No programa Língua de Todos de sexta-feira, 21 de março (às 13h15* na RDP África; com repetição aos sábados, depois do noticiário das 9h00*), são entrevistados Miguel Seabra, presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia, e a investigadora em ciências da educação Guilhermina Lobato Miranda, a propósito do Plano de Ação de Lisboa, que prevê a valorização da língua portuguesa na atividade científica. No Páginas de Português de domingo, 23 de março (às 17h00* na Antena 2), Ana Sousa Martins, coordenadora da Ciberescola da Língua Portuguesa, e alguns dos seus alunos falam do ensino do português a estrangeiros; Carmen Amado Mendes, professora na Universidade de Coimbra, refere-se ao interesse da China pela língua portuguesa; e Edite Prada, docente da Universidade Sénior de Almada, explica o que são versos alexandrinos. Ambos os programas incluem ainda a rubrica Ciberdúvidas Responde, de Sandra Duarte Tavares.

* Hora oficial de Portugal continental.


A Ciberescola da Língua Portuguesa e os Cibercursos, que dão acesso a materiais diversificados para o ensino do português, continuam a aceitar a inscrição de alunos nos seus cursos individuais para estrangeiros (Portuguese as a Foreign Language). Informações no Facebook e na rubrica Ensino.

 


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Ciberdúvidas da Língua Portuguesa :: 21/03/2014

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