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O anglicismo OK e três erros «nada OK»

A abreviatura OK (também escrita o. k.; cf. Dicionário Houaiss), criada na língua inglesa, ao que se sabe, há 175 anos, tem grande popularidade, encontrando-se em quase todas as línguas do mundo. O português não é exceção: de caráter informal (mesmo em inglês), a palavra OK é abundantemente usada na oralidade e nas mensagens difundidas por meios eletrónicos. A rubrica O Nosso Idioma divulga um artigo que assinala precisamente o aniversário e o triunfo desse anglicismo que, a bem da nossa riqueza idiomática, pode ser substituído, por «está bem» (coloquialmente «"tá" bem»), «certo», «de acordo», por um formal «com certeza» e por muitas outras expressões.

No Pelourinho, Edno Pimentel também aborda a questão do uso da língua na troca de mensagens pelo computador ou por telemóvel, focando a confusão reinante com as construções relativas introduzidas por preposição («as pessoas pelas quais tenho consideração», e não *«as pessoas "que" tenho consideração», e menos ainda *«as pessoas "nas quais" tenho respeito»). Na mesma secção, Paulo J. S. Barata revela um erro que ameaça consolidar-se no discurso dos médicos portugueses: "estadio"; e José Mário Costa é surpreendido por um incorretíssimo "entreteram-se" em direto, pela televisão. Finalmente, em Acordo Ortográfico, divulga-se um texto do jornalista Henrique Monteiro publicado no semanário Expresso, a propósito de mais um episódio da polémica que se arrasta em Portugal à volta da nova ortografia.


 Que tempos e modos verbais usar nas orações condicionais? Qual a conjugação do verbo pôr? Que significado atribuir à sequência verbal «vem a ser»? Qual a origem do verbo resmungar? Qual a diferença entre voz pronominal e voz reflexiva na terminologia gramatical brasileira? As respostas estão todas no consultório.


 No programa Língua de Todos de sexta-feira, 28 de março (às 13h15* na RDP África; com repetição aos sábados, depois do noticiário das 9h00*), Ana Sousa Martins, coordenadora da Ciberescola da Língua Portuguesa, e alguns dos seus alunos falam do ensino do português a estrangeiros; Cármen Amado Mendes, professora na Universidade de Coimbra, refere-se ao interesse da China pela língua portuguesa. O Páginas de Português de domingo, 30 de março (às 17h00* na Antena 2), convida o professor Vítor Rui Dores e o linguista João Saramago a propósito da diversidade dialetal dos Açores e do conceito de açorianidade.


 Na Ciberescola da Língua Portuguesa e nos Cibercursos é sempre possível inscrever-se nos cursos de português para estrangeiros (Portuguese as a Foreign Language). Mais informações no Facebook e na rubrica Ensino.


Ajude-nos a viabilizar este serviço de esclarecimento, divulgação e debate de questões em torno da diversidade da língua portuguesa. Desde já, obrigados pela sua ajuda.

Ciberdúvidas da Língua Portuguesa :: 28/03/2014

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