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Os limites da questão ortográfica

Nos media dos dois lados do Atlântico, o acordo ortográfico (AO) continua a ser tema:

– Em Portugal, o professor universitário e ensaísta Miguel Tamen, em texto saído no jornal Observador, acha o AO «uma má ideia», mas nas posições que o antagonizam tanto vê bons como maus argumentos. Noutro quadrante, a professora Lúcia Vaz Pedro, por ocasião do lançamento do seu livro Português Atual, declara ao Jornal de Notícias que «o AO permitiu unificar a língua portuguesa» – não obstante muita opinião publicada, a favor ou contra, relegar essa perspetiva para o plano do equívoco.

– No Brasil, em defesa do AO, o linguista Aldo Bizzocchi retoma na revista Língua Portuguesa o ponto de vista de Jaime Pinsky (em artigo também disponível na rubrica Acordo Ortográfico – Controvérsias), para mostrar que certos movimentos brasileiros, reivindicando uma simplificação ortográfica radical, ignoram os limites de uma questão fundamental: será que ortografia é escrever como se fala?

Vale também a pena aqui recordar que a generalização do AO a toda a comunidade lusófona teve avanços importantes em maio de 2014, sobretudo com a disponibilização, por parte do Instituto Internacional da Língua Portuguesa, de uma plataforma informática que acolhe o Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa. A elaboração deste recurso, assinale-se, levou Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste a produzirem pela primeira vez os seus próprios vocabulários nacionais.


 Austericida é neologismo de formação duvidosa, mas ei-lo regressado à ribalta no rescaldo das eleições europeias de 25 de maio de 2014 – e inspirando Wilton Fonseca, que aborda o seu uso em mais uma crónica disponibilizada no Pelourinho. Na mesma rubrica, Paulo J. S. Barata assinala uma forma popular que não pode figurar na escrita correta: "tive" por estive; e, em O Nosso Idioma, Edno Pimentel desfaz velhas confusões entre os verbos vir e ver, No consultório, fala-se de ortografia, ordem de palavras, colocação pronominal, concordância e léxico.


O programa de rádio Língua de Todos de sexta-feira, 31 de maio (às 13h15* na RDP África, com repetição aos sábados, depois do noticiário das 9h00*), inclui uma conversa com o professor José Paulo Esperança, a respeito do potencial da língua portuguesa e das estratégias adotadas para a sua expansão. A propósito do conjunto de ações de formação do projeto O Plural da Norma, levado a cabo pelo Centro de Linguística da Universidade Nova em abril e maio de 2014, a emissão do Páginas de Português de domingo, 1 de junho (às 17h00*, na Antena 2), entrevista três linguistas envolvidas na iniciativa: Maria Antónia Coutinho, que fala genericamente sobre a experiência; Maria Lobo, que se refere ao convívio das variedades linguísticas no espaço escolar; e Teresa Brocardo, que acentua a importância da noção de norma perante a diversidade pluricontinental do português.

* Hora de Portugal continental.


 texto descritivo da imagemEm apoio do ensino/aprendizagem do Português (língua materna e língua não materna), a Ciberescola da Língua Portuguesa e os Cibercursos facultam livre acesso a materiais diversificados. Pormenores – incluindo informação sobre a inscrição em cursos individuais para alunos estrangeiros (Portuguese as a Foreign Language) – na rubrica Ensino.


 Consideramos preciosa e indispensável a ajuda de quem procura este espaço, de modo a viabilizar o serviço aqui prestado, gracioso e sem fins lucrativos. Agradecemos, por isso, todos os contributos que nos forem enviados e que nos permitirão continuar a divulgar, esclarecer e debater, na sua diversidade, os numerosos temas da língua portuguesa.

Ciberdúvidas da Língua Portuguesa :: 30/05/2014

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