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[Abertura]

Da expressão «círculo vicioso»
à situação linguística da Galiza

Perdura a discussão de certas questões linguísticas, porque subsistem dúvidas sobre os critérios a ter na boa formação de palavras e expressões. Deve dizer-se «ciclo vicioso», ou «círculo vicioso»? «Círculo vicioso» é que é a forma correta, como se explica na atualização do consultório, onde também se pergunta: é legítimo associar considerar à preposição de e dizer que «consideramos uma visita "de" positiva»? E como usar as locuções «por seu turno», «por parte de» e «a exemplo de»? E, rebuscando antigas perguntas em arquivo, estará certo empregar perca em vez de perda? No Correio, uma consulente retoma outro velho problema: «melhor feito» poderá ser uso mais correto que «mais bem feito»?


Naturalmente que a afinidade linguística dos falantes de português com a Galiza nos leva a seguir com atenção as notícias que de lá chegam. Desta vez, somos alertados pelos ecos da manifestação realizada em Santiago de Compostela, em 8/02/2015, sob o lema «Polas fillas dos nosos fillos» (ou seja, «Pelas filhas dos nossos filhos») e com o intuito de protestar contra a política linguística da Xunta de Galicia. Refira-se que a Real Academia Galega fez recentemente uma declaração institucional em que manifesta enorme preocupação com as conclusões de um estudo do Instituto Galego de Estatística, segundo o qual atualmente três em quatro jovens galegos se expressam sempre ou muito frequentemente em espanhol. Palavras de ordem da concentração (dispensamo-nos de traduzir; os ll leem-se como lh): «Na Galiza, en galego»; «ainda que se molle, o galego non encolle»; «da médica ao notário, en galego todo o ano». Mas a polémica é grande, porque há também críticas acerbas aos apoios oficiais ao galego, como se pode confirmar pelos comentários da notícia aqui disponível (em espanhol e galego). Mais informações aqui e aqui.


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Ciberdúvidas da Língua Portuguesa :: 09/02/2015

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