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[Notícias]

Um dia para celebrar o Português

Sérgio Almeida

Que avaliação se pode fazer à consagração de um dia – no caso, o dia 5 de maio, assim instituída pela CPLP – para a celebração da língua portuguesa? Neste trabalho publicado no "Jornal de Notícias", dá-se conta do que falta (ainda), e muito: uma política concertada da língua, em Portugal como nos demais países lusófonos.

 

Há seis anos que 5 de maio é sinónimo de Dia da Língua Portuguesa. Instituída pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a celebração pretende reforçar o papel do Português e da cultura lusófona no Mundo.

O dia de hoje [5 de maio de 2015] não será exceção, com os temas da ciência e da inovação a servirem de base às comemorações, depois de no ano passado ter estado em evidência o potencial económico da língua.

Arlinda Cabral, responsável pelo serviço de tecnologia da CPLP, destaca o papel que o Dia da Língua tem desempenhado, «ao contribuir para atenuar diferenças e aproximar pessoas», embora reconheça que a iniciativa padece de falta de visibilidade. «Ainda há muito por fazer», diz. Guiné Equatorial ainda em falta. A instituição de uma data que enaltece a língua é do agrado das associações encarregadas da defesa do Português. Mas, embora não discutam os méritos da ação, os responsáveis auscultados pelo JN salientam que a prioridade deveria ser outra.

Cofundador e responsável editorial do portal Ciberdúvidas, José Mário Costa adianta mesmo que a ideia «será destituída de valor se não houver políticas de concertação» entre os estados membros da CPLP.

Da ausência de uma simples coluna dedicada à língua portuguesa nas páginas dos principais jornais nacionais, passando pelo encerramento de leitorados de português em universidade nevrálgicas, até à inexistência de um simples prontuário gramatical nos PALOP, são vários os exemplos, segundo o mesmo interlocutor, de um grave desleixo em redor da língua. Mas o exemplo que considera mais chocante é o da Guiné Equatorial, admitida a CPLP em 2014. «Os seus dirigentes comprometeram-se a adotar o Português como língua oficial mas, passado este tempo, o portal do país continua apenas a estar [em Espanhol] e Francês, os outros idiomas oficiais.»

Os receios de José Mário Costa de que a efeméride «se esgote nos discursos de ocasião» são partilhados por Francisco Nuno Ramos, membro do conselho diretivo do Observatório da Língua Portuguesa.

O dirigente considera incompreensível que o quarto idioma mais falado no Planeta, com 261 milhões de utilizadores, continue «sem dispor de uma política da língua». Uma das medidas que poderia, em seu entender, contribuir para a expansão seria a obrigatoriedade de cada membro da CPLP assumir o ensino do idioma nos respetivos países limítrofes. «A prioridade tem que estar nos centros educativos da língua portuguesa», defende.



[Montra dos Livros]

Gramática Descomplicada

Sandra Duarte Tavares e Sara Leite

Das mesmas autoras de Quem Tem Medo da Língua Portuguesa?S.O.S. Língua PortuguesaSandra Duarte Tavares, consultora do Ciberdúvidas, é ainda coautora do livro Assim é que é falar! (201 perguntas, respostas e regras sobre o português falado e escrito –, com a chancela da editora Planeta, este novo livro é explicitamente dirigido «para pais e filhos, alunos e professores e muito mais». Como se enuncia na sua apresentação:

«Quantas vezes não teve dificuldade em ajudar os seus filhos a estudar para um teste de Português ou a resolver um exercício de gramática? Quantas vezes não ficou confuso ao tentar compreender a diferença entre um quantificador e um determinante indefinido, ou entre um complemento indireto e um oblíquo? Provavelmente muitas... mas decerto não é o único!»

Daí o propósito explícito deste «guia [que] procura desmistificar a complexidade da terminologia línguística atual», provando «como o conhecimento da língua pode ser descomplicado.».

Assente, por isso, numa linguagem acessível ao grande público – que é, afinal, o  principal destinatário (e beneficiário) deste, assim denominado pelas autoras, «bê-a-bá da Gramática para Pais». Estruturado em três capítulos: letras e sons (o alfabeto, as vogais e consoantes, as sílabas e a acentuação), palavras (aqui incluído um quadro com 20 casos de palavras que podem pertencer a diferentes classes gramaticais, conforme a frase correspondente a determinar a respetiva categoria sintática [adjetivos, verbos, advérbios, determinantes, pronomes, preposições, etc.]) e frases e orações  (frase simples e frase complexa, os seus constintuintes, funções sintáticas e ainda sobre a classificação das orações coordenadas e subordinadas).

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