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Como é que uma tragédia pode ser humanitária!?

José Manuel Matias*

A Imprensa, o audiovisual e os comentadores políticos não se calam quanto à «tragédiahumanitária”» resultante da guerra contra o Iraque, que parece iminente e inevitável. A propósito da tragédia que se abaterá sobre os iraquianos estamos todos de acordo. Desde os que acham no mínimo estranha esta preocupação dos EUA pela segurança mundial, pelo respeito dos direitos humanos do povo do Iraque e pelo cumprimento da Resolução do Conselho de Segurança da ONU (quando ali mesmo ao lado do Iraque há um campeão do mundo na violação das ditas resoluções), até aos que alinham denodadamente nesta grande frente pró-“eixo do Bem”. Mas como é que uma tragédia pode ser humanitária!? Ou há guerra, e haverá necessariamente tragédia humana – à semelhança de outras desgraças e misérias humanas planetárias –, ou o belicismo dominante dava lugar a uma acção qualquer em prol da humanidade. Aí, sim, humanitária. Porque humanitário é o que «ama os seus semelhantes», que «é compassivo para com as outras pessoas».

31/01/2003

Sobre o autor

*  José Manuel Matias, licenciado em História e mestre em Literaturas Africanas de Língua Portuguesa pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Vice-presidente da Sociedade da Língua Portuguesa e cocoordenador editoral do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa.

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